Boatos provocam pânico em moradores de cidades do RJ

Boatos de um arrastão e até do rompimento de uma barragem levaram ainda mais apreensão aos moradores e aos bombeiros e policiais que trabalham na contenção dos problemas criados pela chuva na Região Serrana do Rio de Janeiro.

ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 17h57

No centro de Teresópolis, na chamada Calçada da Fama, a área comercial mais movimentada da cidade, houve um assalto a uma loja. Mas a notícia que se espalhou é de que tinham ocorrido vários saques, arrastão e até tiroteio. Comerciantes fecharam as portas e, com medo, demoraram a reabrir.

Em Friburgo, informações infundadas sobre o rompimento de uma barragem provocaram correria no centro, com gente afobada chorando, com crianças nas mãos, procurando prédios mais altos para se abrigar. Motoristas abandonaram seus carros, alguns voltaram na contramão.

"Não existem problemas com barragens. Mesmo que se rompesse, a água não chegaria ao centro, não inundaria a cidade. Esses boatos são lamentáveis", disse, no início da tarde de hoje, o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que está em Friburgo há três dias e tenta tranquilizar a população traumatizada.

Ontem à noite, 225 homens da Força Nacional de Segurança - policiais militares, bombeiros, agentes da Polícia Civil - foram deslocados para a serra por tempo indeterminado. São três seus tipos de atuação: policiais militares farão o policiamento ostensivo, para dar segurança à população; 80 bombeiros especialistas em terrenos montanhosos foram ajudar em buscas e salvamentos; peritos vão trabalhar na identificação de corpos.

O diretor da Força Nacional, major Alexandre Augusto Aragon, não quis fazer comparações com o trabalho na tragédia em Santa Catarina três anos atrás, mas disse que a intensidade da enxurrada na Região Serrana é maior.

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