Bola é absolvido por júri de assassinato em MG

Ex-policial foi inocentado pela morte carcereiro, mas volta a ser julgado no dia 19, pelo assassinato de Eliza Samudio

Marcelo Portela, Agência Estado

07 de novembro de 2012 | 18h33

BELO HORIZONTE - O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi absolvido nesta quarta-feira, 7, por um júri popular do assassinato do carcereiro Rogério Martins Novelo, ocorrido em 2000. Apesar da absolvição, o ex-policial permanecerá na cadeia e deve voltar a se sentar no banco dos réus no próximo dia 19, para responder pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, de 24 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes.

Bola foi absolvido após quase três dias de julgamento no Fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, mesmo local onde será realizado o julgamento sobre a morte de Eliza, vista pela última vez em junho de 2010 e cujo corpo nunca foi encontrado.

Antes da decisão dos jurados ser anunciada nesta quarta, um dos advogados do ex-policial, Zanone de Oliveira, afirmou que seu cliente poderia ser condenado pelo "retrato de monstro" que tem desde que foi preso acusado da morte da jovem.

Durante o julgamento, o Ministério Público Estadual (MPE) tentou provar que o ex-policial teria sido contratado para matar o carcereiro e afirmou que ele foi reconhecido pela irmã da vítima, que testemunhou o assassinato. Já a defesa negou o envolvido de Bola e argumentou que ele sofre perseguição da Polícia Civil por causa de uma desavença com o delegado Edson Moreira, responsável por coordenar as investigações em torno do desaparecimento e morte de Eliza. O júri acatou a tese da defesa e considerou que não há provas do envolvimento do ex-policial no crime, mas o MPE afirmou que deve recorrer da decisão.

No dia 19, Bola voltará ao tribunal ao lado de Bruno e do ex-braço direito do goleiro, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também acusados de participação no assassinato de Eliza. Bruno e Macarrão respondem ainda pelo sequestro da jovem. Além deles, também era acusado de assassinato um primo do jogador, Sérgio Rosa Sales, que era o único que aguardava o julgamento em liberdade, mas ele foi assassinado em agosto, segundo a polícia por motivos passionais.

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