Bolívia considera nacionalizar projeto de prata sob protestos

A Bolívia considera nacionalizar a mina de prata canadense South American Silver Corp, disse o presidente Evo Morales, após violentos protestos contra o projeto de mineração.

Reuters

09 de julho de 2012 | 10h42

Morales, que no mês passado tomou o controle de uma mina de estanho e zinco da gigante global de commodities Glencore no país andino, disse no domingo que não tinha uma decisão final sobre revogar ou não a concessão da mineradora canadense.

"Nacionalização é nossa obrigação. Já levantei a questão da nacionalização (do projeto de Malku Khota) no ano passado e eu disse para chegar a um acordo porque quando eles quiserem nós vamos nacionalizar", disse o presidente da Bolívia a agricultores.

A fase de exploração, na qual a South American Silver South planeja investir 50 milhões de dólares, é esperada para terminar em três anos. A empresa descreve como um dos maiores depósitos do mundo de prata, índio (substância de terras raras) e gálio.

Um boliviano morreu e pelo menos outras quatro pessoas ficaram feridas quando os manifestantes ocuparam a propriedade, informou a mídia local na sexta-feira.

Um aumento na agitação social e protestos de oposição ao governo estão testando Morales, o primeiro líder do país de ascendência indígena.

O setor de mineração também está sofrendo com protestos nos vizinhos Chile e Peru, onde muitos cidadãos sentem que não têm lucrado com um boom econômico dos metais.

(Reportagem de Carlos Quiroga)

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