Bolsista do ProUni é xingada por colega da PUC

No começo do mês, Meire Rose Morais, de 46 anos, aluna de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), recebeu uma série de e-mails de uma colega com ofensas que tinham como alvo dos seus pés ao creme que usa no cabelo, passando por sua religião. Meire, que é negra e bolsista do ProUni, conta que desde que entrou na universidade, em 2005, sofre com o preconceito de alunos e professores. "Os outros não manifestam que são bolsistas para não sofrer preconceito", diz.

Mariana Lenharo, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

Segundo ela, os alunos do ProUni acabam segregados. "Ninguém quer compartilhar ou fazer grupo com os bolsistas. Os professores tratam isso como uma mera questão de afinidade, mas é mais que isso."

A discussão por e-mail começou quando Meire enviou para o e-group de sua sala uma mensagem sobre a presidente eleita Dilma Rousseff, que ela apoia. Alguns alunos se irritaram com a posição política e uma das alunas enviou 33 e-mails agressivos para a bolsista. Após o caso se tornar público na PUC, alunos e professores criaram um movimento contra a intolerância, que culminou com uma moção de repúdio contra os e-mails.

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