Bom de queijo

Os queijos artesanais da Wyke Farms, em Somerset, no oeste da Inglaterra, têm fama de ser verdadeiras preciosidades e dizem que a reputação se deve ao trabalho de Nigel Pooley. Ele é o "nariz" da empresa. Sua rotina de trabalho consiste em aproximar o queijo do nariz e tentar identificar nele qualquer sinal de deterioração. Aprovado, o queijo passa por outro teste que depende do paladar do técnico: a degustação.

Olívia Fraga, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2010 | 02h27

Há alguns meses, com medo de perder um olfato tão sensível e bem treinado, a empresa resolveu colocar o nariz do técnico no seguro. Foi o primeiro caso de "nariz de queijo" segurado no Lloyd"s. O valor da apólice: £ 5 milhões. "Por ano, passam pelo meu olfato 12 mil toneladas de queijos elaborados pela Wyke Farms", conta Pooley, também responsável por avaliar o leite usado pela empresa. Ele acredita que o que lhe valeu emprego na Wyke foi um ato "heroico" na década de 80: trabalhando para outro laticínio, durante uma inspeção, foi capaz de detectar uma contaminação séria em milhares de litros de leite.

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