Bom rendimento atrai produtores e provoca a valorização da terra

A maior concentração de florestas na região está em João Pinheiro, onde foi criada a Associação dos Produtores Florestais de João Pinheiro (APFJOP) . ''''Plantamos 10.500 hectares de 2005 até hoje, a maior parte aqui na cidade, pertencentes a 70 fazendeiros florestais'''', diz o tesoureiro Alberto Antonio da Silva. Até o fim do ano, serão instalados mais 2.200 hectares. ''''Chamamos fazendeiro florestal aquele que planta de 15 até 500 hectares. Mais que isso é empresa.''''Nessa região, o consórcio com pecuária ou cultura é raro. ''''A maior parte faz o plantio convencional, cuja madeira será vendida em Sete Lagoas, Belo Horizonte e Itaúna, para ser transformada em carvão. O primeiro corte é feito depois de seis anos'''', conta. O lucro líquido por hectare/ano, segundo cálculos da associação, fica em R$ 1.050. ''''É um dos melhores rendimentos hoje na região.'''' Silva diz que trocou o pasto por eucalipto nos 100 hectares da propriedade.PAULISTASA boa rentabilidade está atraindo produtores de outros Estados e provocando um aumento no preço das terras. Silva diz que, dos 70 associados da APFJOP, 60% são paulistas. Como Luís Antonio Stradiotti, 57 anos, citricultor de Itajobi, cidade da região de Catanduva, em São Paulo, que comprou de uma área em João Pinheiro, a mais de 780 quilômetros de casa. ''''Ia fazer pasto, mas começou o programa de eucalipto e decidi entrar, no escuro mesmo, pois nunca plantei eucalipto'''', conta.Na região de Araxá, que abrange o município de Vazante, as terras de cerrado valorizaram-se quase 60% nos últimos três anos, segundo levantamento do Instituto FNP. Em Governador Valadares, mais ao norte, onde o Instituto monitora especificamente terras para reflorestamento, a valorização foi de 117% no mesmo período. ''''No sul, onde a terra é mais valorizada, o aumento foi de 30%'''', diz a analista do mercado de terras do IFNP, Jacqueline Bierhals.

O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 01h06

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