Bombeiros debelam incêndio em armazém de açúcar

Após cinco dias, os bombeiros conseguiram, na manhã desta quarta-feira, 30, debelar o incêndio no terminal 2, da estação de armazenamento de açúcar da Agrovia Brasil, em Santa Adélia (SP). Iniciado na última sexta-feira, 25, o fogo consumiu 28 mil toneladas de açúcar, avaliadas em US$ 11,4 milhões.

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

30 Outubro 2013 | 19h42

A Agrovia ainda não sabe como será a recuperação da estação de transbordo de Santa Adélia, o que somente será possível depois do trabalho de rescaldo e das avaliações da Cetesb e da seguradora. A estação movimenta 1,5 milhão de toneladas de açúcar/ano e possui outro terminal, onde estão estocadas 45 mil toneladas de açúcar.

Diretores de usinas que têm contratos de entrega no terminal da Agrovia também estão em compasso de espera. Alguns estudam novos modais de logística para a próxima safra - a atual está no fim -- porque acreditam que a estação deve demorar para voltar a funcionar.

Peixes

A Companhia de Saneamento Ambiental (Cetesb) informou que, até a tarde desta quarta-feira, três toneladas de peixes morreram por falta de oxigênio causada pela contaminação do rio São Domingos. De acordo com a Cetesb, o rio recebeu de 2 a 4 milhões de litros de águas residuais além de 300 a 400 toneladas de açúcar queimado, que contaminou 60 dos 70 quilômetros do seu leito, onde o índice de oxigenação é zero. "É um acidente de grandes proporções, há muito tempo não ocorria algo semelhante aqui no interior", disse o engenheiro da Cetesb, José Mário Andrade.

Segundo ele, a tragédia ambiental será ainda maior a partir desta quinta-feira, 31, quando a pluma de poluição atingirá o rio Turvo, que é bem maior e possui mais peixes que o São Domingos.

A Cetesb, com ajuda de usinas e prefeituras, está construindo diques para recolher resíduos que estão em galerias pluviais e poderão escorrer para o rio com a chuva. "Se chover, esse material vai se espalhar pelo rio aumentando a mortandade de peixes", disse.

Já a "cachoeira de caramelo", que invadia as ruas e entrava nas casas de moradores da vizinhança da estação, parou de jorrar. "Com o incêndio debelado, paramos de jogar água, acabando com essa enxurrada de melaço", disse o tenente-coronel Paulo Cesar Bento, que comandou a operação dos bombeiros na estação.

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