Bombeiros protestam pela libertação dos detidos no Rio

Cerca de 300 bombeiros protestavam na manhã de hoje nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em defesa de melhores condições salariais e de trabalho. Os manifestantes distribuíram à população adesivos pedindo a libertação dos 439 bombeiros presos pela Polícia Militar (PM) após a invasão do Quartel Central da corporação, no centro do Rio, na madrugada de ontem. Quatro viaturas da PM vigiavam o protesto.

ALESSANDRA SARAIVA, Agência Estado

05 Junho 2011 | 12h20

Um dos organizadores do protesto, o bombeiro Paulo Edson, de 42 anos, afirmou que a intenção inicial do grupo é seguir em carreata até a zona sul do Rio de Janeiro. "Sou bombeiro há 20 anos, estava no quartel central no sábado, mas consegui escapar. Muitos amigos meus foram presos. Agora estamos protestando por eles", disse.

Também no protesto, Tatiana dos Santos, de 33 anos, acompanhou o marido, o cabo José Leandro Barros, de 35 anos, à manifestação na Alerj. Quando questionada sobre as críticas que os bombeiros têm recebido pela presença de mulheres e crianças no protesto que deu origem à invasão ao Quartel Central dos bombeiros, ela foi taxativa: "Estou participando das manifestações com meu marido há dois meses, e sempre foram pacíficas. Eu estava no protesto antes da entrada dos colegas no quartel, mas saí antes", afirmou, acrescentando que pretende continuar a acompanhar o marido nas manifestações.

Participantes do protesto da Alerj informam que a intenção da categoria é de permanecer aquartelada, e atender somente casos extraordinários que representem risco de vida à população.

Os bombeiros presos começaram a ser transferidos na manhã de hoje da Corregedoria da Polícia Militar (PM), em São Gonçalo, para onde foram levados pela PM na madrugada de ontem. A PM informou, ontem à noite, que os presos seriam transferidos para as unidades militares do Corpo de Bombeiros.

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