Bons cortes australianos

Os vinhos com Shiraz e Cabernet Sauvignon são comuns na Austrália e agradam bastante

Saul Galvão; saul.galvao@grupoestado.com.br,

19 Fevereiro 2009 | 00h00

Shiraz já foi quase sinônimo de tinto fino da Austrália, mas a Cabernet Sauvignon, como em todo o mundo, faz progressos ali e já gera alguns produtos extraordinários. Como era de se esperar, os cortes de Shiraz com Cabernet Sauvignon (ou ao contrário) também são comuns e muitos agradam bastante. Infelizmente, os vinhos australianos estão ficando cada vez mais caros. Nesta edição, ficamos com exemplares de cortes dessas duas uvas com preços até R$ 80. Veja as fichas dos vinhos australianos: WYNN’S COONAWARRA ESTATE 2005 BLEASDALE BREMERVIEW 2004 ROSEMOUNT ‘DIAMOND LABEL’ 2005   STICKELBACK HEARTLAND 2006 Os vinhos podem ser feitos com uma só uva ou com misturas de várias delas (cortes). Os tintos e brancos de Bourgogne e o Barolo são exemplos de vinhos de uma só uva (Pinot Noir e Chardonnay no caso francês e Nebbiolo na vertente italiana). Teoricamente, é mais difícil fazer o vinho com uma só uva, que depende muito das variações do tempo e de outros fatores. Os cortes são mais difundidos e versáteis. Bordeaux, Chianti, Rioja são exemplos de "multivarietais". A ideia básica é compensar com uma uva os defeitos de outra, ou complementar as suas qualidades. No caso australiano, a Shiraz e a Cabernet Sauvignon se dão muito bem. A Syrah é originária das Côtes du Rhône, onde dá alguns dos melhores tintos do mundo, como Hermitage e Côte Rôtie. Na Austrália há muito tempo, acabou rebatizada de Shiraz e passou a dar os melhores tintos, opulentos, com muita concentração de frutas e toques de especiarias. É a tinta mais difundida no país. A Cabernet Sauvignon é a segunda mais plantada. Nos cortes, a ideia é adicionar a estrutura, austeridade e capacidade de envelhecer da Cabernet à opulência e concentração de frutas da Shiraz. Visite o blog do Saul

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