Bordeaux quer perder a pose

Degustações mostram bons preços na mais famosa região francesa

Luiz Horta,

25 Junho 2009 | 12h35

A intenção foi boa, mostrar que é possível falar a palavra Bordeaux sem ter que conferir o crédito na conta bancária. Assustados pela oscilação na venda de vinhos na Europa, para baixo, o CIVB, entidade de classe dos produtores da mais famosa região vinícola do mundo, promoveu duas degustações em São Paulo. A primeira, às cegas, reuniu especialistas e jornalistas no restaurante Fasano. Foram 25 vinhos, todos abaixo de R$ 100, de diversas importadoras. As surpresas foram boas, principalmente entre os tintos e brancos. A tese foi totalmente comprovada, há bons vinhos nesta faixa de preço. Não extraordinários como os dos grandes anos dos maiores Châteaux, ótimos vinhos bebíveis e com complexidade, competitivos frente aos argentinos e chilenos de preço semelhante. Os destaques para o repórter foram os tintos Desclau Cuvée Marguerite 02 (Vinea, R$ 98) e o Château Lesparre 02 (Vitis Vinifera, R$ 82). Nos brancos, dois vinhos do mesmo produtor, Jean-Louis Despagne, o Bel Air Perponcher 06 (Decanter, R$ 72) e o Tour de Mirambeau 07 (Mistral, R$ 66). O segundo evento foi a prova dos vinhos, já agora com rótulos revelados, aos donos de restaurante, enófilos e ao público. Aos nomes citados, foram acrescentados outros de boa qualidade e preço atraente, como o La Gatte Tradition 05 (Mistral, R$ 49,05), o Clos Floridene 04 (Casa Flora, R$ 83) e o L’Orangerie de Carignan 05 (World Wine, R$ 83).

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