Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bovespa fecha em alta puxada por valorização das ações da Petrobrás

Índice Bovespa terminou o dia com alta de 2,26%; ações da estatal foram beneficiadas pela valorização do petróleo e pelo aumento de 5% na produção

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2016 | 18h40

A Bovespa teve um pregão de forte recuperação, apoiada em sinais favoráveis vindos do mercado externo e na expectativa de avanços na condução da economia brasileira. O Índice Bovespa terminou o dia em alta de 2,26%, aos 51.629,29 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 7,01 bilhões, o maior de junho até agora. Segundo profissionais do mercado, boa parte da valorização das ações se deve à maior presença do investidor estrangeiro na ponta compradora, depois de uma participação retraída em maio. 

A alta da Bovespa foi puxada principalmente pelas ações do setor de mineração e siderurgia, influenciadas pelos dados melhores que o esperado na balança comercial chinesa. As ações subiram animadas pelo aumento de 19% da importação de cobre e minério de ferro pela China em maio, comparada a igual mês do ano passado. Entre os papéis que fazem parte do Ibovespa, os maiores avanços foram de CSN ON (+16,45%) e Usiminas PNA (+11,70%). Vale ON e PNA subiram 2,60% e 1,23%, respectivamente. Além da influência externa, profissionais do mercado apontam que os papéis também responderam a declarações do presidente em exercício, Michel Temer, exaltando a importância do setor siderúrgico para a economia brasileira. 

Temer afirmou em carta lida durante a abertura do 27º Congresso Brasileiro do Aço, que o governo não vai descuidar de medidas de apoio à indústria e que o setor siderúrgico é vital para a retomada do desenvolvimento do País. "Preciso da colaboração de vocês para enfrentar os severos desafios que temos pela frente, entre os quais as medidas de ajuste fiscal e de corte de gastos", disse. "Não descuidarei, porém, de medidas de apoio à indústria, principal pilar de sustentação da economia nacional".

A melhora da expectativa em relação às importações chinesas e a queda dos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos sustentaram o petróleo em alta durante todo o dia, com o barril cotado acima de US$ 51 nas Bolsas de Nova York e Londres. As ações da Petrobras foram beneficiadas pela valorização do petróleo, mas também refletiram notícias específicas que agradaram o investidor. O aumento de 5% na produção de maio e o anúncio de abertura do processo competitivo para a venda de terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL). Ao final dos negócios, Petrobrás ON e PN avançaram 8,27% e 8,93%, respectivamente. 

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores quedas ficaram com empresas exportadoras, que refletiram a expectativa de impacto negativo nas receitas diante da queda do dólar. Lideraram as perdas: Suzano PNA (-5,19%), Fibria ON (-4,91%), Braskem PNA (-1,75%) e Embraer ON (-1,43%).

O investidor estrangeiro, que havia tirado R$ 1,8 bilhão da Bolsa em maio, voltou a dar sinais de apetite pelo mercado de renda variável. O saldo dos investimentos estrangeiros permaneceu negativo nos três primeiros pregões de junho, mas mostrou recuperação na última segunda-feira, 6, quando ingressaram R$ 432,2 milhões. Com isso, o saldo acumulado em junho passou a ficar positivo em R$ 390,99 milhões. Em 2016, o saldo de capital externo na bolsa está positivo em R$ 11,866 bilhões. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 6,52% em junho e de 19,10% em 2016.

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