Bovespa fecha penúltimo pregão do ano com 4a alta seguida

A bolsa de valores de São Paulo fechou a penúltima sessão de 2009 em território positivo pela quarta vez consecutiva nesta terça-feira, num pregão esvaziado que movimentou menos da metade do volume diário negociado normalmente.

REUTERS

29 Dezembro 2009 | 18h46

A hesitação dos mercados norte-americanos não foi suficiente para afetar nesta terça-feira o Ibovespa, que vai encerrar 2009 com uma valorização de cerca de 80 por cento, na melhor aposta acionária global de 2009, um ano após o auge da crise financeira.

O índice Ibovespa encerrou em alta de 0,58 por cento, a 68.296 pontos. O volume financeiro foi de 2,92 bilhões de reais, bem abaixo dos 6 bilhões de reais diários registrados normalmente e abaixo dos 3,4 bilhões de reais de segunda-feira.

"Os investidores institucionais fecharam posições na semana do Natal, então o marasmo de ontem e hoje deve ser o mesmo de amanhã", afirmou Anderson Luz, operador da corretora Intrader, acrescentando que a expectativa é a bolsa paulista voltar com volumes de negócios anteriores aos das últimas semanas de 2009 na primeira semana de 2010.

"Deve haver uma pequena correção nas primeiras semanas para os investidores tomarem um fôlego" para o restante do ano, comentou Luz.

Uma pesquisa da Reuters com analistas previu em meados deste mês que o índice encerrará 2009 a 68.500 pontos, ampliando o rali em 2010 para 80 mil pontos.

Segundo a consultoria Economática, o valor de mercado de 304 empresas brasileiras de capital aberto em 2009 cresceu 129,6 por cento, para 1,22 trilhão de dólares. Somente o setor bancário, o mais representativo do mercado brasileiro e formado por 23 instituições, teve um crescimento de 125,9 por cento, para 259,6 bilhões de dólares até a segunda-feira.

Enquanto isso, segundo a consultoria, o valor de mercado de 704 empresas de capital aberto latino-americanas teve expansão de 94,7 por cento no mesmo período. As empresas brasileiras compõem cerca de 60 por cento do valor desse grupo.

Nos Estados Unidos, os indicadores de Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 operaram sem firmeza, perto da estabilidade, apesar das divulgações de alta na confiança do consumidor em dezembro e estabilidade nos preços de casas em outubro contra previsão do mercado de um sexto mês consecutivo de aumento.

No pregão desta terça-feira, um dos destaques foram as ações da petrolífera do empresário Eike Batista OGX, cujo volume de negócios superou os da estatal Petrobras. Na véspera, a OGX divulgou ter encontrado mais indícios de petróleo e gás em poço em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos

Enquanto a OGX apurou alta de 0,12 por cento, a 16,90 reais e 17,5 mil negócios, a Petrobras encerrou com valorização de 0,14 por cento, a 36,80 reais e 6,9 mil operações.

Para além do setor petrolífero, o Ibovespa foi sustentado pelos setores de bancos e siderurgia.

O Banco Central divulgou mais cedo que novas concessões de crédito no país cresceram 5,1 por cento em novembro e que a inadimplência ficou estável pelo segundo mês consecutivo, em 5,8 por cento.

Também na sessão, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o IGP-M teve forte deflação em dezembro, encerrando o ano com a primeira queda desde o início da série histórica em 1989.

Itaú Unibanco encerrou em alta de 1,87 por cento, Bradesco subiu 0,72 por cento.

Já as ações de Companhia Siderúrgica Nacional, Gerdau e Usiminas fecharam em alta de entre 0,5 e 2 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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