Bovespa sobe impulsionado por PDG Realty e OGX

A Bovespa subiu nesta quarta-feira, apoiada no avanço da construtora e incorporadora PDG Realty e da petrolífera OGX, mas o movimento não passou de um respiro, segundo analistas.

DANIELLE ASSALVE, Reuters

27 de março de 2013 | 18h13

O Ibovespa teve alta de 0,65 por cento, a 56.034 pontos, após ter chegado a recuar pela manhã, caindo 0,97 por cento na mínima intradiária.

Para Álvaro Bandeira, sócio da Órama Investimentos no Rio de Janeiro, a alta nos dois últimos pregões foi apenas um respiro, mas não representa mudança de tendência para as ações locais.

"O mercado estava muito pressionado, é normal descomprimir um pouco. Mas é só um movimento de curto prazo", avaliou.

A fraqueza do mercado foi evidenciada pelo baixo giro financeiro do pregão, de 5,7 bilhões de reais, ante média diária de 7,56 bilhões de reais em 2013.

Faltando apenas um pregão para o fim do primeiro trimestre, o Ibovespa acumula queda de 8,07 por cento no ano, um dos piores desempenhos do mundo.

"Acho que é muito difícil cair abaixo desse patamar, a menos que aconteça algo muito traumático", disse Eduardo Cavalheiro, sócio da gestora Rio Verde Investimentos em São Paulo.

"Mas também não vejo uma virada positiva para a bolsa. O mercado deve seguir de lado", acrescentou, citando que investidores aguardam sinais claros de aceleração da economia brasileira para voltar ao mercado.

Nesta sessão, PDG Realty subiu 5,4 por cento, a 3,13 reais, sendo a principal influência positiva para o Ibovespa.

A companhia, que encerrou o quarto trimestre de 2012 com prejuízo de 1,79 bilhão de reais, apresentou seu novo plano de negócios nesta quarta-feira para os próximos anos, com principal foco na rentabilidade.

OGX avançou 3,9 por cento, a 2,39 reais. Após anunciar prejuízo de 286 milhões de reais no quatro trimestre, executivos da petrolífera de Eike Batista disseram que a OGX tem recursos suficientes para arcar com investimentos em 2013.

Ainda entre as blue chips, a preferencial da mineradora Vale subiu 1,94 por cento, a 33,63 reais, enquanto a da estatal Petrobras recuou 0,9 por cento, a 18,42 reais.

Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,23 por cento, enquanto o referencial S&P 500 recuou 0,06 por cento. Mais cedo, o principal índice europeu de ações caiu 0,38 por cento.

Os mercados globais foram pressionados por um leilão de títulos da Itália e preocupações com possíveis desdobramentos do resgate de Chipre para a zona do euro.

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