Bovespa sustenta visão de retomada e sobe 6,4% no mês

A bolsa paulista manteve a expectativa de recuperação da economia e fechou a sexta-feira em alta, acumulando em julho ganhos de 6,4 por cento. No ano, a valorização alcança 46 por cento e analistas se dividem sobre o espaço para um rali adicional em agosto.

REUTERS

31 Julho 2009 | 17h46

Nesta sessão, o Ibovespa subiu 0,53 por cento, para 54.765 pontos --maior patamar de encerramento desde o início de setembro do ano passado. O giro financeiro foi de 4,25 bilhões de reais.

"A bolsa já deu uma bela recuperada, muito embora teria espaço para ir mais adiante se compararmos com o piso atingido com a crise", afirmou Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

"Espaço para andar mais tem. O investimento externo está chegando e acho que isso continua, até porque o Brasil larga um pouco na frente (de outras economias) na recuperação."

Bandeira estima Ibovespa entre 60 mil e 62 mil pontos no final do ano.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários tiveram um pregão volátil com a informação de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país caiu menos que o esperado no segundo trimestre, mas os consumidores se retraíram no período.

De maneira geral, "a notícia de que o PIB teve recuo menor foi positivo. Realmente está começando a melhorar, mas deve continuar sendo devagar", disse Fernando Campello, gerente de contas da Hera Investment. Ele ponderou, no entanto, que é difícil avaliar o espaço para valorização adicional.

"Até tem espaço para subir porque o fluxo está positivo, mas o quanto vai ter de fundamento para subir mais é a dúvida."

Mais cedo, um relatório que mostrou que a atividade empresarial no Meio-Oeste norte-americano melhorou em julho, mês mais forte desde setembro, chegou a dar mais força a Wall Street.

O Dow Jones subiu apenas 0,19 por cento no dia, mas teve o melhor julho desde 1989.

DESTAQUES

Entres as principais ações do Ibovespa, Petrobras subiu 0,8 por cento, a 31,47 reais, e Vale ganhou 1,2 por cento, para 32,40 reais.

O índice de commodities RJ/CRB, que reúne 19 contratos futuros de matérias-primas, avançou quase 2 por cento, com o otimismo de investidores de que a recuperação econômica está a caminho.

Embraer avançou 6,05 por cento, para 9,12 reais, com uma melhora das margens operacionais no resultado do segundo trimestre, que foi divulgado após o fechamento da véspera.

(Por Daniela Machado)

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