Brasil afeta lucro da Electrolux; empresa vê melhora da Europa

A Electrolux, segunda maior fabricante de eletrodomésticos do mundo, disse nesta sexta-feira que seus mercados europeus estão finalmente crescendo novamente e que uma recuperação nos Estados Unidos vai continuar, ao anunciar lucro operacional ajustado de 749 milhões de coroas suecas (114 milhões de dólares) no trimestre.

Reuters

25 de abril de 2014 | 11h44

O resultado foi maior que o obtido um ano antes, de 720 milhões de coroas, e ficou acima de uma estimativa média de 541 milhões de coroas em uma pesquisa da Reuters com analistas. As ações da empresa subiam mais de 10 por cento.

A companhia alertou, porém, que embora os volumes na Europa vão melhorar, ainda haverá uma pressão nos preços, enquanto que seu segundo maior mercado, o Brasil, permanece fraco.

O presidente-executivo, Keith McLoughlin, disse esperar que a demanda continue a cair no Brasil no segundo trimestre, mas que também espera uma recuperação na segunda metade do ano.

Rival menor da Whirlpool, a Eletrolux disse que mercados como a Alemanha, França e Itália mostraram uma retomada e previu que a demanda vai crescer entre 1 e 3 por cento este ano na Europa --que responde por cerca de um terço das vendas-- em vez de ficar entre a estabilidade e aumento de até 2 por cento, como esperava antes.

Auxiliada por cortes de custos, o lucro operacional na Europa subiu para 142 milhões de coroas suecas (21,59 milhões de dólares) no trimestre.

A companhia, que vende produtos sob marcas como a Frigidaire, AEG e Zanussi, além da marca homônima, também manteve sua projeção de crescimento no mercado dos Estados Unidos em 4 por cento, apesar de um início difícil no ano, quando o inverno severo afetou o volume de vendas.

(Por Simon Johnson e Helena Soderpalm)

Mais conteúdo sobre:
CONSUMOELECTROLUXRESULTS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.