Brasil continuará a crescer apesar de crise--ministros

A economia do Brasil é sólida e seu ciclo de crescimento deve resistir à crise financeira global, disseram ministros nesta sexta-feira. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse durante um encontro de empresários em Lisboa que a demanda interna da maior economia da América Latina está em ascensão, com a taxa de desemprego próxima de seu nível mais baixo em todos os tempos. "O Brasil se encontra entre os países mais sólidos em termos de crescimento sustentado, com condições de manter o atual ciclo de crescimento apesar da crise", disse Lobão. Ele disse a jornalistas que espera que os investimentos no promissor setor petrolífero brasileiro continuem. As ações brasileiras e a moeda do país, o real, tiveram forte desvalorização esta semana depois que investidores se livraram de ativos por todo o mundo. Economistas estão temerosos de que a queda dos preços das commodities, juntamente com a crise global de crédito, poderá frear o crescimento do Brasil, cuja economia fortemente dependente de commodities só passou a ter rápida expansão recentemente, depois de anos de crescimento anêmico. O país cresceu 6,1 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passados, uma aceleração depois dos 5,9 por cento de expansão no primeiro trimestre. "O Brasil tem a coincidência do crescimento econômico, com baixas taxas de inflação, estabilidade monetária, liberdade política e dívida reduzida", disse o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na conferência. "Os dados econômicos são tão positivos que mesmo o mercado da propaganda, que está estreitamente ligado às comunicações e está passando por uma recessão praticamente em todo lugar, está crescendo no Brasil", disse Costa.

REUTERS

10 de outubro de 2008 | 09h40

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