Brasil e Nasa firmam parcerias para estudos de clima

Estudos sobre a previsão e o monitoramento de mudanças climatológicas e meteorológicas feitos pela Agência Espacial Americana (Nasa) a partir de agora terão a participação da Agência Espacial Brasileira (AEB). O acordo de cooperação foi assinado hoje na visita do diretor da Nasa, astronauta Charles Bolden, ao Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), em São José dos Campos (SP).

GERSON MONTEIRO, Agência Estado

27 de outubro de 2011 | 18h03

O acordo de cooperação no programa Medidas Globais de Precipitação (GPM, em inglês) é uma iniciativa da agência espacial americana para o estudo em escala global das chuvas a partir de dados obtidos por satélites. A participação brasileira no programa da Nasa abrirá novas oportunidades de pesquisa e estudos conjuntos, permitindo levantamento, validação e calibração de dados do programa, até mesmo a realização de missão de satélite para compor a constelação GPM.

Outro acordo de cooperação, também assinado no Inpe, é sobre os estudos do ozônio e a concentração dos vários componentes da atmosfera, além da compreensão da camada de ozônio da Terra. A visita do diretor da Nasa ao País faz parte do desdobramento da visita, em março, do presidente americano Barack Obama e tem o objetivo de identificar parcerias entre as duas agências especiais.

O Inpe aproveitou a visita para propor, em cooperação com o Jet Propulsion Laboratory (JPL), da Nasa, o desenvolvimento de um satélite de alta resolução que permitiria avaliações precisas do impacto da ação do homem nos ecossistemas. De acordo com Gilberto Câmara, diretor do Inpe, a proposta está em análise. Caso o projeto seja aprovado, marcará uma evolução no monitoramento ambiental por meio de satélite.

A proposta do Inpe para o desenvolvimento do satélite Global Terriesrial Ecosystem Observatory (GTEO) é composta pelos investimentos de US$ 100 milhões do Brasil e US$ 150 milhões dos Estados Unidos, ficando o Brasil responsável pela criação do corpo do satélite, painel solar e computador de bordo para coleta e envio dados. Após as assinaturas, o astronauta americano palestrou para um grupo de estudantes de uma escola pública de Ubatuba, litoral norte paulista, que estão desenvolvendo um pequeno satélite com a ajuda de engenheiros do Inpe.

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