Brasil e Peru condenam rejeição de salvo-conduto

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Peru, Alan García, que se reuniram ontem em Lima, criticaram, em comunicado conjunto, o fato de governo de facto de Honduras ter rejeitado um salvo-conduto ao presidente deposto Manuel Zelaya. "Os presidentes condenam da forma mais enfática a inaceitável negativa, pelas autoridades de facto de Honduras, em completo desafio ao Direito Internacional, de ceder o salvo-conduto para a saída do presidente constitucional José Manuel Zelaya Rosales ao México, no contexto dos esforços para alcançar uma solução pelo diálogo para a crise hondurenha em conformidade com as resoluções da OEA", indicou a nota.

Daniel Bramatti, O Estadao de S.Paulo

12 Dezembro 2009 | 00h00

Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, disse que o presidente do governo de facto, Roberto Micheletti, está sendo "intransigente demais para quem é ilegítimo". Garcia, um dos integrantes da comitiva do presidente brasileiro, disse ainda que o Brasil dará asilo político a Zelaya se ele solicitar. Mas ele destacou que essa questão "não está colocada", dada a preferência pela ida ao México.

PAÍS NEGA ULTIMATO

O Itamaraty afirmou ontem que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, está livre para ficar o tempo que for necessário na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está como "hóspede" desde 21 de setembro. Um porta-voz da chancelaria negou que um prazo para a saída de Zelaya da embaixada tenha sido estabelecido: "Esta nunca foi a posição brasileira. Não foi dado um prazo para que Zelaya saia da embaixada."

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