Brasil fecha julho com 108 milhões de linhas de celular

Crescimento de 1,74% em mês considerado mais fraco surpreendeu analistas

Reuters

15 Agosto 2007 | 12h17

A base de telefonia celular brasileira cresceu 1,74% em julho na comparação com junho, segundo dados preliminares entregues pelas operadoras à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A adição líquida de 1,85 milhão de linhas é a mais alta em um mês de julho nos últimos cinco anos, de acordo com a analista Vera Rossi, do banco Morgan Stanley. O mês passado encerrou com uma base de 108.519.664 linhas celulares em serviço, ante 106.663.068 em junho. Na comparação com as 93 milhões de linhas de julho de 2006, houve expansão de 16,62%. Para a analista, as adições líquidas de julho "confirmam o bom momento em termos de crescimento da base de assinantes" no país. "Tradicionalmente mais fraco por causa de efeitos sazonais, o mês de julho nos surpreendeu", afirmou Vera em nota. Ela avalia que o movimento foi puxado pela continuação das promoções das principais operadoras, que subsidiam aparelhos e promovem campanhas de preços agressivos. A analista indica que o crescimento foi promovido por Claro, TIM e Oi. Por conta disso, ela afirma em relatório que a aceleração na base de usuários deve "provavelmente causar mais pressão sobre as margens" das operadoras. "No passado, o crescimento de assinantes nem sempre se traduzia em crescimento de receitas." No ano até julho, foram adicionadas 7.802.523 linhas à base nacional, ante 5.575.871 registradas no mesmo período de 2006, um crescimento de quase 40%. Mas o total agregado à base nos primeiros sete meses de 2007 está abaixo das quase 10 milhões de novas linhas registradas no mesmo período de 2005.

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