Brasil não avança em ranking de economia digital

Estudo da Economist Inteligence Unit coloca Brasil em 42º lugar em ranking liderado pela Suécia.

BBC Brasil, BBC

30 de junho de 2010 | 07h06

Um estudo que mede a capacidade de 70 países de usar tecnologias de informação e a internet para maximizar benefícios econômicos e sociais aponta que o Brasil não conseguiu avançar neste quesito no último ano.

A pesquisa sobre economia digital divulgada pela consultoria Economist Intelligence Unit, põe o Brasil em 42º lugar em um ranking liderado pela Suécia e que tem o Azerbaijão como país que menos aproveita estas tecnologias.

Esta era a mesma posição ocupada pelo Brasil no estudo divulgado no ano passado.

Publicado anualmente, o "ranking de prontidão eletrônica" foi rebatizado em 2010, passando a ser chamado de "ranking de economia digital".

Até então o estudo refletia simplesmente o nível de acesso à tecnologia, mas agora a prioridade é medir o uso da tecnologia em benefício econômico e social.

Suécia desbanca Dinamarca

A Suécia lidera o ranking, o país desbancou a Dinamarca, que agora está em segundo lugar após ter permanecido no topo desde o primeiro ranking, publicado em 2000.

Os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar e outros dois países nórdicos - a Finlândia e a Noruega - também figuram entre os seis primeiros colocados.

"O líder deste ano - a Suécia - e a maioria dos outros países que estão no topo oferecem altos níveis de conectividade, negócios estáveis e políticas governamentais de apoio de tecnologia da informação e comunicação e, como resultado, apresentam uso ativo e crescente de serviços digitais por indivíduos e empresas", afirmou o diretor de Pesquisa de Tecnologia Global da consultoria, Denis McCauley.

Banda larga

A Economist Intelligence Unit também destaca que a banda larga está ficando cada vez mais acessível em todo o mundo.

Em 49 dos 70 países, a taxa mensal cobrada pelo principal provedor de banda larga era menos de 2% da renda familiar mensal média em 2010.

No ano passado, este era o caso em 42 dos 70 países e em 2008 apenas 33 países praticavam este nível de preços.

Além disso, os líderes asiáticos do ranking pontuam bem melhor que o resto quando o assunto é qualidade da banda larga.

Taiwan, Coreia do Sul e Japão avançaram muito no ranking (pulando entre quatro e seis posições para cima) por causa da qualidade da banda larga oferecida nestes países.

"A alta densidade de sua fibra, só para citar um exemplo, é prova da habilidade destes países de avançar em suas agendas digitais", afirma o relatório.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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