Brasil não reage a xenofobia na Bolívia

A vice-cônsul do Brasil na Bolívia, Saíde Sabóia, disse que não poderia fazer nada para combater a xenofobia que estudantes brasileiros dizem estar sofrendo no país. "Todo dia recebemos essas denúncias e não temos como combater, pois a segurança na Bolívia é muito precária", informou a vice-cônsul, para desespero principalmente de um grupo cearense de estudantes de Medicina que se diz vítima de xenofobia e extorsão por parte de autoridades bolivianas. Segundo ela, a Polícia boliviana não facilita a apuração da denúncia.

FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h02

Saíde informa que 15 mil brasileiros cursam Medicina somente em Santa Cruz de la Sierra. É a primeira explicação que o consulado dá para a aversão dos bolivianos aos brasileiros. "Somente em Santa Cruz cerca de 80% dos estrangeiros são brasileiros", destaca ela, que questionando a qualidade das faculdades de Medicina da Bolívia. "Existem algumas faculdades sérias, mas a maioria não passa de fábricas de diplomas. Você paga e passa. Muitos estudantes mentem ao dizer que estudam, eles querem apenas o diploma, fazendo um verdadeiro tráfico de educação."

Ivan de Oliveira Rolim, pai do cearense Renato Rolim, que estuda Medicina em Santa Cruz, diz que a maior preocupação é com a segurança do filho. "Estive lá no ano passado e vi que a quantidade de brasileiros incomoda os bolivianos." / LAURIBERTO BRAGA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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