Brasil pede liberação incondicional de cineasta detida em Israel

O governo brasileiro exigiu nesta terça-feira a libertação "pronta e incondicional" da cineasta brasileira Iara Lee, detida em Israel após o ataque a um comboio de navios que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

REUTERS

01 de junho de 2010 | 13h14

Nesta manhã, Iara conversou com o encarregado de negócios da embaixada brasileira em Israel e reclamou de não ter recebido autorização para contatar representantes brasileiros em Israel.

"(Iara) queixou-se de que as autoridades israelenses não permitiram, no dia de ontem, que entrasse em contato com a Embaixada do Brasil e afirmou que suas bagagens e passaportes (brasileiro e norte-americano) continuavam retidos por Israel", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Iara Lee estava a bordo de um dos seis navios do comboio que levava ajuda humanitária a Gaza e que foi atacado por Israel na segunda-feira, em ação que deixou nove ativistas mortos. Os ocupantes da frota foram detidos ou deportados por Israel.

"O governo brasileiro continua em contato permanente com as autoridades israelenses, instando-as a que libertem pronta e incondicionalmente a brasileira", disse o Itamaraty.

Segundo a chancelaria brasileira, a cineasta explicou que as autoridades israelenses exigiram, para sua libertação, a assinatura de uma declaração por ter entrado ilegalmente em Israel.

"Iara Lee informou que não pretende assinar o documento, uma vez que foi presa pelas forças israelenses em águas internacionais", diz a nota.

A ação israelense foi condenada fortemente pela comunidade internacional. Na segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas pediu uma investigação independente sobre o incidente.

Horas após o ataque, o governo brasileiro chamou o embaixador israelense em Brasília, Giora Becher, para expressar "indignação" com a ação.

(Por Hugo Bachega)

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