Brasil perde jovem e promissor estadista com morte de Campos, diz PSB em nota

O Brasil perde um "jovem e promissor estadista" com a morte do candidato à Presidência pelo PSB Eduardo Campos, afirmou o partido em nota nesta quarta-feira, após o acidente de avião em Santos (SP) que matou o ex-governador de Pernambuco.

REUTERS

13 Agosto 2014 | 15h29

"Perdemos Eduardo Campos quando mais o Brasil precisava de seu patriotismo, seu  desprendimento, seu destemor e sua competência. Não é só Pernambuco e sua gente que perdem seu líder; não é só o PSB que perde seu líder. É o Brasil que perde um jovem e promissor estadista", afirmou o partido em nota.

Campos, de 49 anos, governou Pernambuco de 2006 a 2014 e tinha cerca de 10 por cento das intenções de voto nas pesquisas da corrida presidencial de outubro. Ele se posicionava como um socialista pró-empresários e foi aliado até o ano passado da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição.

O avião com Campos caiu em Santos após ter decolado do Rio de Janeiro em direção ao litoral paulista, onde o candidato cumpriria agenda de campanha. De acordo com a Aeronáutica, a aeronave arremeteu quando se preparava para o pouso no Guarujá devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave Cessna 560XL.

O candidato morreu no dia em que se completam nove anos da morte do avô dele, o também político e ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. A nota oficial foi publicada no site da campanha de Campos, em uma mensagem com o fundo preto.

Na nota, o PSB afirma que Campos se apresentou ao debate de questões fundamentais para o país, "e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do Partido Socialista Brasileiro".

O PSB não fez qualquer menção ao futuro da candidatura do partido à Presidência. A ex-senadora Marina Silva era a vice de Campos na chapa presidencial da legenda.

Segundo a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em caso de falecimento de um candidato, o pedido de registro de um substituto pode ser requerido à Justiça Eleitoral até 10 dias a partir da confirmação da morte.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

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