Brasil precisa de US$ 270 bi para reservas do pré-sal, diz Lobão

Segundo ministro, dinheiro viria da Petrobras e de parcerias com grandes companhias internacionais e bancos

Reuters,

19 de março de 2009 | 12h05

O Brasil precisa de US$ 270 bilhões em investimento nos próximos 10 anos para desenvolver as novas reservas de petróleo na camada pré-sal, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta quinta-feira.

 

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A maior descoberta global de petróleo nos últimos 20 anos pode colocar o Brasil entre os maiores produtores da commodity no mundo, mas o País precisa de um pesado investimento.

 

"Nós precisamos de 270 bilhões de dólares e isto será por ao menos 10 anos", disse o ministro Edison Lobão a jornalistas em um seminário da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

 

O dinheiro viria dos recursos da Petrobras, de parcerias com grandes companhias internacionais e bancos de desenvolvimento, acrescentou ele. De acordo com o plano de negócios da Petrobras, até 2020 o pré-sal vai demandar US$ 111,4 bilhões da empresa.

 

A queda na demanda por petróleo, preços menores e a contração do crédito tem lançado dúvidas sobre os planos de desenvolvimento desses campos no Brasil.

 

Reservas na camada do pré-sal estão entre os projetos mais caros e são os primeiros cortes que a indústria do petróleo para um ambiente de preço reduzido. Desde julho do ano passado, os preços do petróleo recuaram cerca de US$ 100 o barril.

 

Os estoques com bilhões de barris chegam a 7 quilômetros abaixo do nível do mar. O Brasil anunciou a descoberta do campo de Tupi no final de 2007 e desde então descobriu outras reservas no pré-sal, uma faixa de 800 quilômetros que se estende do Espírito Santo a Santa Catarina.

 

Tupi conta com uma estimativa entre 5 e 8 bilhões de barris e vai extrair o primeiro petróleo em um Teste de Longa Duração (TLD) que começa em 1º de maio.

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