Brasil prepara expansão de sua capacidade militar, diz 'FT'

Renovação ocorre em meio a compras de armamentos pela Venezuela, comenta jornal.

BBC Brasil, BBC

14 de novembro de 2007 | 07h55

O governo brasileiro iniciou uma revisão de sua capacidade de defesa que deve resultar num gasto significativo em aviões de combate e um submarino nuclear, relata reportagem publicada nesta quarta-feira pela versão online do jornal Financial Times.A reportagem comenta que a expansão do poderio militar brasileiro ajudaria o país em suas tentativas de ganhar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e de fazer parte do G8, o grupo das nações mais desenvolvidas do mundo.O jornal também observa que a revisão militar anunciada pelo governo ocorre em um momento em que "outros países da região, especialmente a Venezuela, anunciaram grandes compras de armamentos".Segundo a reportagem, membros do governo negam uma suposta corrida armamentista na região, mas analistas dizem que "a 'postura' do presidente venezuelano, Hugo Chávez, forçou o Brasil a pensar rapidamente sobre a modernização de suas forças".O jornal cita o ex-embaixador Marcos Azambuja, atualmente diretor do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), que argumenta que, apesar de Chávez não representar uma ameaça direta ao Brasil, "ele é uma ameaça à democracia e à ordem civil na América do Sul" e que por isso "o Brasil não pode se permitir estar tão despreparado a ponto de não ter equipamentos em condições de uso".Além da Venezuela, observa o Financial Times, Colômbia e Chile também aumentaram significativamente seus gastos militares recentemente."Neste contexto, o Brasil retomou os planos, suspensos por pelo menos uma década, de repor seus envelhecidos caças F-5 e Mirage", diz o jornal."A frota vem sendo periodicamente renovada com aviões de segunda mão recondicionados. A intenção do Brasil agora é comprar aviões de último tipo sob contratos que incluiriam a transferência de tecnologia para fabricantes brasileiros, capacitando-os a desenvolver aviões no próprio país no futuro", complementa a reportagem.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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