Brasil terá rede nacional para monitorar terremotos

O Brasil está montando sua primeira rede nacional de sismologia. Composta por cerca de 50 estações espalhadas pelo País, ela vai monitorar os raros terremotos fortes que acontecem no território, os tremores menores, mais freqüentes, e também servir de ferramenta para pesquisas geológicas. O Observatório Nacional, no Rio, centralizará a operação. Terremotos como o que atingiu a cidade de Itacarambi, no norte de Minas Gerais, em dezembro, são raros no Brasil. Na ocasião, o evento atingiu 4,9 pontos na escala Richter e matou uma criança. A rede poderá ser usada para lançar alertas às autoridades no caso de risco iminente e, principalmente, ajudar os cientistas brasileiros a entender melhor a dinâmica tectônica brasileira.A implantação custará em torno de R$ 20 milhões, calcula o diretor da instituição, Sergio Luiz Fontes. A verba vem da Petrobrás, via Lei do Petróleo, que determina a aplicação de 1% da receita obtida pela exploração de poços gigantes em pesquisas - parte internamente, nos laboratórios da própria empresa, parte em outros institutos científicos. Segundo Fontes, a estatal garante a manutenção do projeto por 20 anos.A primeira parte da rede só deve começar a funcionar em meados de 2009 - a procura chinesa por sismógrafos tem provocado uma fila de pedidos, e o processo de manufatura, em grande parte artesanal, não acompanha a demanda. Ela será composta por 11 estações litorâneas nas regiões Sul e Sudeste, distribuídas com uma distância de cerca de 130 quilômetros entre uma e outra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

14 de fevereiro de 2008 | 09h50

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