Brasileira acusa polícia suíça de maus-tratos

Jaqueline Lima, de 26 anos, foi presa por sete dias por ter vivido sem visto na Suíça e tentado retornar ao país

JAMIL CHADE, Agencia Estado

06 de abril de 2008 | 16h52

Uma brasileira acusa a policia suíça de maus-tratos e gera uma polêmica no país. Jaqueline Lima, de 26 anos, foi presa por sete dias por ter vivido sem visto na Suíça e tentado retornar ao país. Tratada como uma criminosa, a brasileira se queixou no consulado brasileiro e na embaixada de maus tratos e de que teria sofrido uma revista anal por parte da policia antes de ser presa. A policia nega as acusações, mas admite que a revista completa - inclusive de suas partes intimas - era "imperativo" para verificar se a brasileira levava drogas.  A prisão ocorreu no dia 26 de marco quando a brasileira fazia uma visita a Suíça. Jacqueline havia morado na Suíça em 2003 sem autorização. Mas acabou expulsa e impedida de voltar ao país. O problema e que a policia identificou que, em 2007, ela também esteve em Genebra, violando a determinação da Justiça.  Há duas semanas, quando tentou retornar a Suíça, foi pega e obrigada a cumprir a pena de sete dias. Segundo ela, que vive com seu marido na Franca, a viagem de volta ao país era apenas uma visita de turismo.  Antes de ser levada para a cadeia, passou uma noite em uma delegacia de policia na cidade de Lausanne. Jaqueline contou ainda ao jornal suíço Le Matin que foi negada de ir ao banheiro naquela noite, não pode comer e que os policiais não deixaram que tomasse seus remédios. A brasileira foi então transferida no dia seguinte a prisão em Chaux de Fonds.  O problema, segundo ela, ocorreu na delegacia. "Achavam que era uma prostituta", afirmou a brasileira, que é casada. Seu marido ainda ficou sem qualquer informação sobre ela até o dia seguinte.  Segundo ela, seus remédios foram confiscados e ela foi obrigada a pedir várias vezes para ir ao banheiro. "Fui humilhada", afirmou. Em uma carta a embaixada brasileira, a família alega que "o fato de ser estrangeiro acaba fazendo com que o tratamento seja pior a que de uma animal na Suíça." A polícia do Cantão de Vaud, onde está Lausanne, nega qualquer acusação de maus tratos. Segundo o relato das autoridades, Jaqueline recebeu um sanduíche para se alimentar e foi autorizada a tomar seus remédios, oito horas depois de sua prisão. A polícia, porém, admite que ser presa e interrogada "nunca é uma experiência agradável" e alega que a brasileira estava nervosa.  "Quanto à revista completa, que implica as partes íntimas, ela é indispensável: certas pessoas podem esconder objetos perigosos ou drogas. Isso e para sua proteção - a polícia e responsável por sua segurança - e pela segurança dos policiais", afirmaram as autoridades.

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