Brasileira que caiu de prédio será enterrada em Portugal

O pai da modelo brasileira Jeniffer Corneau, Girley Viturino, deve embarcar hoje para Portugal para acompanhar o andamento das investigações sobre a morte da adolescente, de 17 anos. O corpo da modelo, que morreu após cair do 15º andar do prédio do namorado, Miguel Alves da Silva, foi liberado pelo Instituto de Medicina Legal de Lisboa (IML), depois passar por uma autópsia ontem.

CÍNTIA BRINGUENTHI, Agência Estado

12 de abril de 2011 | 16h26

A família definiu que o enterro será em Portugal, assim que o pai da moça chegar ao país. Os pais da jovem não acreditam na hipótese de suicídio. Para Viturino, a filha estava em uma fase boa da vida e não teria motivos para se matar. "Pode ter acontecido suicídio? Pode. Mas no meu ser, no meu coração de pai, eu não acredito. Pela pessoa que ela era, o jeito de ser, alegre, sorridente, meiga. E ela não estava aparentemente com algum problema. Ela puxou a mim. Quando estava com algum problema se isolava e isso não estava acontecendo", disse.

Sobre a carta supostamente deixada pela jovem, Viturino afirma que a mãe reconhece que letra é semelhante a da filha, mas o conteúdo não condiz com a realidade. Ele não descarta a possibilidade da jovem ter sido obrigada a escrever a carta. A família também estranha o fato do namorado ter avisado a mãe da jovem sobre a morte somente três horas depois do ocorrido.

Segundo o jornal português Correio da Manhã, na carta Jeniffer afirmava querer colocar fim à vida por não aguentar mais a violência do namorado. O relacionamento dos dois durava um ano e meio, segundo a família da jovem.

A última vez que a mãe Solange Corneu viu a filha foi na quinta-feira passada. Ela jantou com o casal e, logo após, Miguel e Jeniffer foram para o apartamento dele. Segundo Solange, apesar das brigas constantes nos últimos dias, os dois estavam alegres e não mostravam qualquer anormalidade.

"Quando ele (Miguel) ligou pra Solange, ele disse que só estavam os dois no apartamento, ele no quarto e ela na sala, quando aconteceu (a queda). Meu sentimento é de expectativa, que possa ser mostrada a realidade dos fatos. Se foi suspeita ou se foi outra coisa, isso aí a investigação vai dizer. A gente fica sem saber e isso é complicado para um pai, saber que nunca mais vai ver sua filha, não poder abraçá-la, é muito complicado", afirmou Viturino.

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