Brasileiro ferido em Moçambique tem quadro estável

Um pastor evangélico brasileiro foi ferido em Moçambique na última terça-feira, 29, quando guerrilheiros atacaram o comboio em que viajava. O governo do país acusa a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), partido de oposição que teria decidido voltar à guerrilha. O grupo nega.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

31 Outubro 2013 | 21h09

O pastor brasileiro estava viajando da cidade de Nampula para a capital, Maputo, em um percurso de 2.150 quilômetros. O comboio de mais de 20 veículos estava acompanhado de seguranças armados. O grupo teria atacado por volta das 7 horas, quando atravessava uma área de mata fechada. Na troca de tiros, o brasileiro foi atingido na bacia.

De acordo com o Itamaraty, o pastor foi levado para a cidade de Beira, a mais próxima onde havia um hospital preparado para atendê-lo, e foi operado. Sua situação é estável e estaria evoluindo positivamente.

Na quarta-feira, 30, o chefe da seção consular da embaixada brasileira em Maputo conversou com o pastor, que estaria bem e consciente, e ofereceu ajuda para levá-lo até a capital moçambicana assim que puder viajar. O diplomata também se reuniu com a comunidade brasileira na região para repetir as recomendações já dadas na semana passada, quando começaram os ataques.

O Itamaraty pede aos brasileiros no país, cerca de 3,5 mil, que evitem passar pela região de Sofala, a mais atingida por ataques - e justamente onde passava o comboio atacado -, que tenham sempre seus documentos em mãos e mantenham seus números de contato atualizados na embaixada brasileira.

No início de outubro, a Renamo anunciou o fim do acordo de paz que pôs fim à guerra civil moçambicana em 1992. No conflito, que durou quase 30 anos e matou meio milhão de pessoas, a Renamo disputava o poder com a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), atualmente o partido no poder. Logo depois do anúncio, ataques começaram na região de Sofala.

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