Brasileiro lidera campanha de alerta Onde encontrar

Foi antes de se aposentar, e lá se vão 30 anos, que Paulo Menezes começou a cultivar a abelha jandaíra, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Hoje ele tem ao menos 500 colônias dispostas entre seu quintal e uma propriedade rural. "Ganhei o primeiro enxame do monsenhor Huberto Bruening, que foi uma figura histórica aqui em Mossoró e, desde então, crio essas abelhas por amor", diz.

O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2013 | 03h30

Em Florianópolis, Santa Catarina, a mais de 3 mil quilômetros de distância, é o mesmo sentimento que motiva o que o agrônomo Pedro Faria Gonçalves define como "uma escolha de vida".

Ele se dedica ao manejo de seis espécies de abelhas nativas brasileiras. "Faço porque me satisfaz como pessoa", diz o produtor, que acredita que a viabilização econômica da sua atividade é uma consequência natural da sua dedicação.

Ambos vendem o mel por encomenda (que pode ser feita pelo telefone ou internet) e entregam em todo o Brasil.

Mel Menezes

Abelha: jandaíra (265g, R$ 18)

Mossoró, RN, (84) 3312-1312.

www.melmenezes.com.br

Sítio Flor de Ouro

Abelhas: bugia (uruçu amarela), guaraipo, manduri, mandaçaia, tubuna e jataí (70g, R$ 10, e 350g, R$ 40). Florianópolis, SC.

www.flordeouro.com

Cia. da Abelha

Abelhas: uruçu nordestina (1 kg, R$ 180) e jataí (150g, R$ 40). Goiânia, GO, (62) 3282-2232 e (62) 8102-0918.

www.ciadaabelha.com.br

Foi lançada este mês, em Kiev, na Ucrânia, uma campanha mundial para conscientizar a população a respeito da ameaça às abelhas - e também para esclarecer quais as consequências do sumiço dessas polinizadoras para humanidade.

Capitaneada pelo brasileiro Lionel Segui Gonçalves, fundador do Centro Tecnológico de Apicultura e Meliponicultura (Cetapis), em Mossoró, a campanha Bee or not to be foi apresentada no maior congresso de apicultura do mundo, o Apimondia. (O nome faz um trocadilho em inglês entre o verbo ser, to be, e abelha, bee).

O evento reuniu mais de cem países e o Brasil foi representado por cerca de 100 apicultores. No lançamento da campanha, instituições brasileiras e do exterior declararam apoio à iniciativa. Entre os nomes, estão a Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel), Federação Iberolatinoamericana de Apicultura (Filapi) e a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

Segundo Lionel, que estuda o CCD (colony collapse disorder) há mais de quatro anos, a campanha tem como objetivo dar visibilidade ao problema. Para ele, é preciso incentivar o desenvolvimento do controle biológico de pragas, dispensando, assim, o uso de pesticidas tóxicos, que estão entre os principais suspeitos de causar a síndrome.

"Ignorar as abelhas é ir contra os princípios da sustentabilidade, e pagaremos um preço alto no futuro por subestimar a evolução desse problema" diz.

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