Brasileiro testa vacina anti-HIV em ratos

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em ratos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, manteve os níveis do vírus da aids abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou ontem a revista Nature.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2012 | 03h03

O tratamento experimental, composto por cinco anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula), foi desenvolvido pela equipe do brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.

O cientista administrou os anticorpos em ratos "humanizados", com sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

Nussenzweig observou que desde o início o tratamento a carga viral caiu a níveis abaixo dos detectáveis e assim se manteve por até 60 dias após o término do tratamento. Em seguida, o cientista comparou os resultados com os obtidos ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e com um tratamento baseado em um único anticorpo. O mesmo efeito foi atingido, mas com duração menor após o fim do tratamento. Segundo o brasileiro, o método "pode servir para o desenvolvimento de novos tratamentos". / EFE

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