Bric diz não a recursos extras para FMI sem novas cotas

Brasil, Rússia, Índia e China não irão contribuir com recursos extras ao Fundo Monetário Internacional (FMI) antes de ter seu poder de voto ampliado, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

AXEL BUGGE, REUTERS

13 de março de 2009 | 16h50

"Nós só vamos concordar com o aumento de capital para o FMI depois que a reforma das cotas for feita, porque ainda há um desequilíbrio em nossa participação no FMI", disse.

Mantega falou após uma reunião das quatro maiores economias emergentes, conhecidas como Bric, e antes da reunião de ministros de Finanças do G20 neste final de semana.

Autoridades do FMI têm afirmado que o organismo precisa dobrar seus recursos para 500 bilhões de dólares, de modo a fortalecer sua capacidade de ajudar países em desenvolvimento, que enfrentam a crise de crédito.

O Japão ofereceu 100 bilhões de dólares e a União Europeia está avaliando um empréstimo ao FMI de 100 bilhões de dólares, faltando ainda 50 bilhões de dólares para completar a meta.

Houve pedidos para que a China, que tem a maior reserva internacional, de 2 trilhões de dólares, ajudasse a completar o número.

Mantega disse que não acredita em acordo sobre a reforma das cotas do FMI na reunião dos líderes do G20 em abril.

"Em abril não. Em outubro é possível", disse.

A reduzida participação de países em desenvolvimento nos fóruns de decisão internacionais tem incomodado por anos. Os pedidos de mudança aumentaram com a crise global.

Mantega acrescentou que o maior problema que pressiona os líderes globais é como livrar os bancos de ativos tóxicos.

"Isso é chave para restabelecer a saúde da economia mundial", afirmou. Ele pediu que os Estados Unidos acelerem a solução dos problemas do sistema bancário.

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