Bric quer novo sistema internacional e mais voz no FMI

O grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China (Bric) defendeu nesta sexta-feira a reformulação do sistema financeiro internacional e o enfrentamento da crise financeira por meio de políticas anticíclicas. "Consideramos a necessidade de que os países avançados tomem medidas adicionais para restabelecer o crédito e a confiança dos sistemas internacionais", disse a jornalistas o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega. Segundo Mantega, os países estão dispostos a colocar mais recursos no Fundo Monetário Internacional (FMI) caso consigam ter mais peso no organismo. "Por enquanto é o Fundo que não está disposto a nos dar mais participação", disse. Os países do Bric se reuniram nesta tarde como parte da reunião do G20 --grupo das 19 principais economias do mundo mais a União Européia, que está em São Paulo para preparar a cúpula que acontece em Washington no fim de semana seguinte. "Me parece inevitável que haja uma recessão nos Estados Unidos, nos países europeus e também no Japão... o importante é estancar esse processo, impedir que essa recessão seja muito profunda de modo a atingir menos os países emergentes", acrescentou Mantega. Ele acrescentou que faltam regras mais sólidas para impedir os "abusos cometidos por hedge funds e fundos de investimento". "Falta regulação. É preciso aumentar a fiscalização sobre as atividades desses fundos, é preciso que haja mais transparência sobre o que essas instituições estão fazendo." (Reportagem de Isabel Versiani e Renato Andrade)

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