BRICs não vão discutir reservas em novas divisas, afirma Rússia

Os líderes da Rússia, China, Índia e Brasil não pretendem discutir a adoção de reservas em novas divisas globais em sua primeira cúpula, que começa na segunda-feira na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia, disse no domingo um alto assessor do Kremlin.

REUTERS

14 de junho de 2009 | 13h16

"Dificilmente iremos discutir as novas divisas para reservas", afirmou Sergei Prikhodko a jornalistas. "No que diz respeito a questões práticas, vamos falar mais sobre as maneiras possíveis de reformar as instituições financeiras internacionais."

Brasil, Rússia, Índia e China querem reforçar sua influência como responsáveis por 15 por cento da produção global, reforçando seu grupo, conhecido como BRIC, para tornar-se ator mundial poderoso.

A Rússia, dona da terceira maior reserva mundial em divisas, pediu que o mundo reduza sua dependência do dólar e sugeriu que o yuan e o rublo possam se tornar divisas usadas em reservas no futuro.

A preocupação com a ideia de que o papel do dólar como divisa dominante nas reservas tenha contribuído para a instabilidade financeira global vem sendo discutida pelas principais autoridades de segurança dos BRIC, que se reuniram em Moscou no mês passado para preparar a reunião de cúpula.

O ministro para Assuntos Estratégicos do Brasil, Roberto Mangabeira Unger, disse à Reuters no mês passado que a cúpula deve discutir o papel do dólar norte-americano, o fortalecimento do G20, a reformulação do regime comercial mundial e a reforma da Organização das Nações Unidas (ONU).

O ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, declarou no sábado que é pouco provável que o papel do dólar como principal divisa de reserva do mundo mude no futuro próximo.

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