British Council faz parceria com Ciência sem Fronteiras

O British Council, organização britânica sem fins lucrativos voltada para as áreas de educação, cultura e esporte, anunciou nesta segunda-feira que vai oferecer 2 mil exames de inglês gratuitos da prova Ielts para estudantes de baixa renda inscritos no programa Ciência sem Fronteiras que queiram estudar no Reino Unido. O Ielts é um teste internacional reconhecido por mais de 6 mil instituições no mundo todo.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

14 Maio 2012 | 13h06

"Os alunos que vão poder usufruir dessa bolsa são os alunos que forem pré-selecionados pelo Ciência sem Fronteiras e que necessitem aprimorar o inglês", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O objetivo do British Council é acabar com uma das principais barreiras da participação de estudantes no Ciência sem Fronteiras: o domínio da língua inglesa.

Além dos 2 mil exames gratuitos do Ielts (cujo custo é de R$ 440 por candidato), a entidade pretende distribuir 4 mil livros didáticos preparatórios para o Ielts a bibliotecas e estudantes de baixa renda, disponibilizar na internet material preparatório gratuito para o Ielts no site www.takeielts.org e ofertar 40 mil testes gratuitos de nivelamento de inglês.

De acordo com o diretor de exames do British Council, Cláudio Anjos, o British Council pretende preencher pelo menos 20% das vagas do Ciência sem Fronteiras destinadas ao Reino Unido com estudantes de baixa renda. "A ideia é (com essas medidas) atingir alunos do País inteiro. Estamos dobrando nossa estrutura aqui, com a quantidade de locais pra aplicar o exame, de examinadores", afirmou Anjos.

Para o aluno ser considerado como candidato de baixa renda terá de preencher requisitos como ser bolsista do ProUni - Programa Universidade para Todos, receber benefício do Bolsa Família ou participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), destinado à graduação em ensino superior de estudantes matriculados em instituições privadas. Outro critério considerado é ter renda familiar inferior a seis salários mínimos.

A avaliação da situação econômica e acadêmica de cada candidato deverá ser feita pelo coordenador do Ciência sem Fronteiras que atua na instituição de ensino superior do aluno interessado. Caberá a esse coordenador entrar em contato com o British Council.

Principal aposta do governo Dilma Rousseff para a área de educação, o Ciência sem Fronteiras pretende ofertar 101 mil bolsas no exterior para estudantes brasileiros de formação técnico-científica. Entre as áreas prioritárias estão engenharia, ciências exatas, ciência biomédica, tecnologia aeroespacial, bio e nanotecnologia, computação, produção agrícola sustentável, tecnologias de prevenção e mitigação de desastres naturais e indústria criativa.

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