BrOffice substitui bem o Office, da Microsoft

O BrOffice (www.broffice.org/download) é, por enquanto, a única opção em português de um pacote de aplicativos para escritório em código aberto. Em inglês, é conhecido como OpenOffice – que está com uma nova versão, em fase beta, disponível na rede –, mas, por questões judiciais, por aqui recebeu o nome de BrOffice. Distribuído pela primeira vez gratuitamente em outubro de 2001, o programa em português está em sua versão 2.4.1, tem 113 MB para download e traz seis softwares: Writer, editor de texto; Calc, de planilha eletrônica; Impress, de apresentações; Draw, para ilustrações em 3D; Math, editor de fórmulas matemáticas; e Base, para banco de dados. Ao copiar o software, você terá o pacote BrOffice.org completo, com acesso a todos os programas. A grande vantagem de esse pacote estar em português é a possibilidade de usar o corretor de texto em todos os programas. A interface é bem básica, graficamente sem grandes atrativos, mas o funcionamento é intuitivo, muito parecido com a do pacote Office, da Microsoft. Se nas primeiras versões o programa ainda era pesado demais e "comia" muita memória RAM do computador para rodar, nas mais recentes isso não acontece mais. O BrOffice é uma versão sem frescuras do Office tradicional. Com alguns adicionais. O Writer e o Calc (equivalentes ao Word e Excel), por exemplo, têm o recurso de escrever documentos em PDF; o Writer também edita textos em HTML, codificação própria para exibição em navegadores de internet. Foi a filosofia democrática por trás dos softwares que fascinou o advogado Otávio Silveira Brotero. Sócio de um escritório de advocacia, ele conseguiu convencer os demais sócios, da mesma família, a usarem o BrOffice. "Decidi usar o pacote por ser gratuito, mas, mais importante do que isso, por conta da política de participação do software livre, que tem desempenhado um papel importante na inclusão digital", afirma. Apesar de ter decidido usar o BrOffice também por uma questão ideológica, Brotero diz que isso só foi possível por ele ser compatível com os programas da Microsoft – já que a maioria das pessoas ainda usa o Office. "Se não fosse compatível, não poderia ter mudado radicalmente", diz Brotero. Por isso, ele faz sempre uma cópia nos formatos tradicionais para enviar aos seus clientes. Segundo o advogado, o principal motivo para a resistência das pessoas em usar o BrOffice é o hábito. A nova interface, botões, nomenclaturas, tudo isso, é inegável, causa estranhamento ao usuário em um primeiro momento.Em sistemas baseados em Linux, como o Ubuntu, o OpenOffice – e, no caso do Brasil, o BrOffice –, já vem automaticamente instalado. Já a versão beta 3.0 do OpenOffice (download.openoffice.org/3.0beta) ainda não ganhou versão em português. Entre as novidades da terceira geração estão nova ferramentas que competem com o Outlook, programa de e-mail e agenda da Microsoft. O OpenOffice 3.0 se integrará ao Thunderbird, programa de mensagens eletrônicas da Fundação Mozilla (também responsável pelo desenvolvimento do Firefox), e oferecerá soluções de e-mail.

MARCELO GUERREIRO - ESPECIAL PARA O ESTADO,

23 Junho 2008 | 00h00

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