Bruna convive com controle da doença

Garota diagnosticada com 1 ano de vida não se adaptou à bomba de infusão e sonha com novidade

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2012 | 03h06

Bruna Longo de Campos Bueno, de 12 anos, tinha apenas 1 ano quando foi diagnosticada com diabete tipo 1. Sem histórico familiar, a doença foi descoberta porque Bruna não sarava de uma otite (inflamação no ouvido). Em 15 dias ela perdeu muito peso, passou a beber água em excesso e sua fralda encharcava de tanto xixi que ela fazia.

"O pediatra não desconfiava de diabete porque ele atribuía o problema à infecção no ouvido ", diz a decoradora Ercília Maria Longo Bueno, mãe de Bruna.

Até que, em uma viagem ao litoral, a menina teve de ir às pressas ao pronto-socorro. Deu entrada com a glicemia beirando os 700, enquanto o normal para a idade dela seria 90. "Ela chegou a ter uma parada cardíaca. Quase perdi a Bruna. Logo em seguida o médico fez o diagnóstico", diz Ercília.

A família e a menina demoraram três anos para se adaptarem à nova vida: hoje Bruna faz, no mínimo, cinco testes de ponta de dedo todos os dias e também aplica insulina no braço outras cinco vezes.

Por isso, a alimentação à base de frutas, verduras e legumes virou regra na vida de Bruna desde muito cedo. De uns dois anos para cá, depois de perder o pai para um câncer, Ercília diz que a filha passou a se recusar a fazer tanto controle. Também não se adaptou à bomba de infusão de insulina, que deveria ficar presa à cintura. O pâncreas artificial, diz Ercília, é o sonho de toda pessoa com diabete tipo 1. "Para nós, será como uma cura da doença", afirma. / F.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.