Bruno já tentou se matar 'várias vezes', diz Macarrão

O ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza e o amigo dele Luiz Henrique Romão, o Macarrão, se recusaram a prestar depoimento na audiência realizada hoje no Rio de Janeiro como parte do processo por sequestro e lesão corporal contra a ex-amante do jogador, Eliza Samudio. Apesar de ter decidido permanecer calado, Macarrão disse ao juiz Marco José Mattos Couto que ele e Bruno "não estão aguentando mais" a situação e que o goleiro teria tentado se matar "várias vezes".

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

17 de setembro de 2010 | 18h45

Sete testemunhas convocadas pela defesa foram ouvidas no Fórum de Jacarepaguá, na zona oeste da capital fluminense, entre elas, o diretor de futebol do Flamengo, Zico, e a presidente do clube, Patrícia Amorim. Bruno e Macarrão estão presos desde o dia 7 de julho no Complexo Penitenciário de Contagem, em Minas Gerais, e viajaram para o Rio para a audiência. Eles responderão ao processo da Justiça mineira pelo desaparecimento e morte de Eliza. Os dois alegam inocência.

Na audiência de hoje, Patrícia Amorim disse que Bruno não voltará a jogar pelo Flamengo mesmo que seja absolvido nos processos, pois a imagem do clube ficou desgastada com as denúncias de envolvimento do atleta no caso. Zico falou apenas por dez minutos, afirmou que o jogador tinha um comportamento normal e contou ter ficado surpreso com as acusações.

O ex-goleiro do Flamengo chegou a desmaiar antes da audiência, dentro de uma cela do fórum, segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Ele teria sofrido com queda no nível de glicose no sangue.

Eliza Samudio está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria sido chamada para o sítio de Bruno em Minas Gerais para discutir o reconhecimento da paternidade do filho dela. O corpo de Eliza não foi encontrado, mas os delegados da polícia mineira consideram a jovem morta.

A audiência de hoje faz parte do processo em que Bruno e Macarrão foram denunciados pelo sequestro da ex-amante do goleiro. No ano passado, Eliza havia procurado a polícia fluminense para dizer que estava grávida de cinco meses e que os dois a haviam agredido e tentado forçá-la a tomar medicamentos para interromper a gravidez.

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