Bulgária não tomará iniciativa para colocar Hezbollah na lista negra

O primeiro-ministro interino da Bulgária disse no sábado que não começaria nenhum movimento para impor sanções da UE ao grupo islamista Hezbollah, embora o país tenha implicado o movimento islamista em um ataque a bomba em um resort do Mar Negro.

Reuters

16 de março de 2013 | 12h16

Marin Raikov não deu uma razão para sua decisão --mas ela provavelmente será vista como uma concessão aos grupos de oposição búlgaros, que argumentaram que o país poderia se tornar alvo de mais ataques se tomasse a dianteira em colocar o Hezbollah na lista negra.

Raikov, um diplomata de carreira, assumiu a chefia de um governo tecnocrata na quarta-feira, depois que protestos maciços contra a pobreza e a corrupção de grupos da oposição e outros ativistas derrubaram o governo de centro-direita da Bulgária.

Ele foi nomeado pelo presidente para manter a confiança do mercado e aplacar os protestos antes de uma eleição em 12 de maio.

Líderes da oposição também usaram os protestos para denunciar o que viam como acusações irresponsáveis do governo de que o Hezbollah estava por trás da bomba do ano passado que matou cinco israelenses no resort de Burgas no Mar Negro.

No mês passado, o então ministro do Interior Tsvetan Tsvetanov disse que três pessoas estavam envolvidas no ataque e uma investigação sugeria que havia ligações com o Hezbollah, um poderoso movimento islâmico xiita libanês.

(Por Angel Krasimirov)

Tudo o que sabemos sobre:
BULGARIAHEZBOLLAH*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.