Bunge espera recuperar atraso da moagem de cana até outubro

A Bunge espera recuperar o atraso na colheita e moagem de cana até setembro ou início de outubro, disse nesta quinta-feira o presidente da Bunge no Brasil, Pedro Parente.

Reuters

16 de agosto de 2012 | 12h20

"Em julho moemos acima do plano, mas ainda com o atraso de junho não foi possível recuperar o passado ainda", disse ele, citando o fim do período chuvas que permitiu o avanço dos trabalhos em campo.

"Esta recuperação, se continuarmos no ritmo que vamos, vai acontecer em setembro, início de outubro", acrescentou ele a jornalistas durante evento na BM&FBovespa para lançar oficialmente a oferta pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio para investidores pessoas físicas.

A moagem da cana teve atraso nesta temporada depois que chuvas entre maio e junho afetaram a colheita nas áreas produtoras do centro-sul.

Apesar da retomada, com o retorno de um clima mais seco, a moagem ainda está mais 16 por cento menor se comparada ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Unica, a associação que representa o setor.

Parente observou que o principal efeito desta temporada chuvosa foi a diminuição de açúcares totais recuperáveis (ATR), mas evitou falar em números de produtividade.

"O açúcar por tonelada de cana está muito menor e isto afeta diretamente o resultado... O custo fixo é exatamente o mesmo e a disponibilidade de produto para a venda é menor", afirmou.

A Bunge entrou no segmento sucroalcooleiro em 2006, com a comercialização de açúcar, e adquiriu a primeira usina no ano seguinte.

Atualmente, está entre as grandes empresas do setor e conta com oito usinas distribuídas entre os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

A companhia projetou anteriormente atingir a moagem de 30 milhões de toneladas até 2016, quase o dobro da temporada anterior.

(Reportagem Gustavo Bonato)

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