Buraco de ozônio no Ártico é recorde

O buraco surgido em 2011 na camada de ozônio acima do Ártico foi o maior já registrado no Hemisfério Norte, afirmaram cientistas da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa), em um artigo publicado na revista Nature.

CINGAPURA, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2011 | 03h03

A camada estratosférica de ozônio funciona como uma espécie de escudo contra a radiação solar ultravioleta (UV), que pode causar doenças como câncer de pele e catarata.

Desde a década de 1980, os cientistas registram buracos na camada de ozônio durante o verão da Antártida, que em alguns anos chega a partes da América do Sul. Em momentos mais graves, até 70% da camada de ozônio foi destruída, mas ela se recupera nos meses seguintes.

O buraco equivalente sobre o Ártico sempre foi menor, até março deste ano, quando uma combinação de ventos fortes e frio intenso criou condições para que substâncias a base de cloro, que interagem com o ozônio, danificassem a camada.

O buraco surgiu sobre o norte da Rússia e partes da Groenlândia e Noruega, ou seja, as pessoas que habitam essas regiões estiveram mais expostas a radiações UV nocivas.

Os cientistas, chefiados por Gloria Manney, da Nasa, disseram que foi o primeiro buraco no ozônio ártico com dimensões comparáveis aos buracos no ozônio da Antártida.

Algumas substâncias nocivas ao ozônio, como o clorofluocarbono (CFC), foram banidas por um tratado da ONU, mas sua eliminação total ainda levará décadas. Geralmente, diferenças meteorológicas entre a Antártida e o Ártico explicam a diferença nos buracos da camada de ozônio nos dois polos. O atual padrão dos ventos de alta altitude no Hemisfério Norte, chamado vórtex polar, pode durar vários meses.

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