Busca submarina por avião da Malásia é suspensa por problemas técnicos

Submarino teleguiado dos EUA é usado para tentar encontrar destroços do voo MH370 no oceano

O Estado de S. Paulo,

16 Abril 2014 | 10h53

PERTH, AUSTRÁLIA - A busca pelo voo MH370 no fundo do oceano índico feita pelo submarino teleguiado dos EUA precisou ser suspensa nesta quarta-feira, 16, quando problemas técnicos obrigaram o submarino a voltar à superfície sem ter descoberto nada, segundo autoridades.

Mais de cinco semanas depois do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines que fazia a rota Kuala Lumpur-Pequim, não há mais esperanças de localizar o aparelho pelos sinais eletrônicos das caixas-pretas, e por isso as expectativas se voltam para o drone submarino Bluefin-21, que vasculha o local a cerca de 2 mil quilômetros da costa australiana.

As autoridades ainda não descartam que o avião tenha caído após uma falha mecânica, mas a hipótese mais provável até agora é que ele tenha sido deliberadamente desviado da sua rota.

O Bluefin-21 começou a ser usado na segunda-feira 14, mas voltou à superfície sem nenhuma informação relevante, depois de atingir sua profundidade máxima, de 4.500 metros. Nesta quarta, um problema não especificado novamente obrigou o veículo a voltar antecipadamente. Os dados trazidos por ele não revelaram nada de importante, segundo a agência australiana que comanda as buscas.

O aparelho foi posteriormente lançado novamente, para prosseguir as buscas. Militares dos EUA estimam que o Bluefuin-21 levará até dois meses para vasculhar uma área de 600 quilômetros quadrados, onde acredita-se que o avião tenha caído.

Especialistas dizem que o aparelho poderá detectar com relativa facilidade a presença de um grande corpo metálico em meio ao lodo que cobre o leito marinho no chamado Platô Zenith, uma área que nunca foi mapeada em detalhe, por não estar na zona econômica de nenhum país.

As buscas aéreas e marítimas por destroços flutuantes ainda continuam, mas devem ser suspensas em breve, segundo o chefe da agência australiana responsável pelas buscas, Angus Houston./ REUTERS

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