Bush: participação do governo dos EUA em bancos é limitada

O presidente norte-americano, George W. Bush, procurou reassegurar neste sábado que o governo não tem intenção de se tornar um acionista permanente de bancos privados. Bush disse que o pacote de resgate de 700 bilhões de dólares que o governo usará para comprar ações de alguns bancos e ativos problemáticos ajudará a fazer os empréstimos chegarem a consumidores e empresários. "Se o governo não tivesse agido, o buraco em nosso sistema financeiro teria crescido", afirmou em seu programa semanal de rádio. O plano de injetar 250 bilhões de dólares em bancos norte-americanos em troca de ações preferenciais levantou preocupações de interferência do governo no setor privado. Bush procurou diluir esses temores, dizendo que o envolvimento do governo será limitado e o objetivo é encorajar os bancos a recomprar suas ações quando os mercados se estabilizarem. "O governo não vai exercer controle sobre qualquer firma privada, e autoridades federais não terão assento no conselho de seus bancos locais", acrescentou. "As ações do governo terão direito de voto que só pode ser usado para proteger o investimento dos contribuintes --não para dirigir as operações da firma."

TABASSUM ZAKARIA, REUTERS

18 de outubro de 2008 | 11h26

Tudo o que sabemos sobre:
CRISEBUSHBANCOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.