Bush pede que Mianmar receba equipes de emergência dos EUA

Vaticano apela por ajuda da comunidade internacional; ong britânica diz que mais de 50 mil podem ter morrido

Agências internacionais,

06 de maio de 2008 | 11h54

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu nesta terça-feira, 6, que a junta militar que governa Mianmar autorize a entrada de equipes americanas de resposta a desastres, por enquanto mantidas afastadas e disse que seu país está pronto a "fazer muito mais" para auxiliar os atingidos pelo ciclone Nargis. Ciclone pode ter matado mais de 22 mil em MianmarPlebiscito é adiado nas áreas afetadas por ciclone Imagens dos estragos causados pelo Nargis Fenômeno é improvável no Brasil  Voluntários estrangeiros em Mianmar acreditam que mais de 50 mil pessoas podem ter morrido com a passagem do ciclone Nargis no último sábado, e que mais de 3 milhões estão desabrigados, segundo afirmou o diretor da organização britânica Save The Children, Andrew Kirkwood, ao jornal britânico The Times nesta terça-feira, 6. A instituição afirma ainda que o número de vítimas é o dobro do anunciado pelo governo, que elevou para cerca de 22.500 mortos e pelo menos 41 mil desaparecidos os números de vítimas do desastre, considerado o maior na região desde o Tsunami de 2001."Nossa mensagem dirige-se aos líderes militares: 'Permitam que os EUA entrem para ajudá-los, para ajudar o seu povo"', disse Bush a repórteres, na Casa Branca. O presidente divulgou esse apelo ao governo militar de Mianmar, atualmente alvo de sanções impostas pelos EUA, no dia em que o número de vítimas fatais do ciclone Nargis elevou-se para quase 22 mil, com outros 41 mil ainda desaparecidos, quase todos eles sumidos após uma imensa onda ter atingido o delta de Irrawaddy. "Queremos fazer mais", afirmou Bush após assinar um projeto de lei concedendo à prisioneira política de Mianmar Aung San Suu Kyi, uma ativista pró-democracia, a Medalha de Ouro do Congresso, a maior honraria civil dos EUA. O Departamento de Estado norte-americano disse na segunda-feira que os especialistas em resposta a desastres estavam prontos para partir rumo a Mianmar a fim de avaliar a situação ali. A junta militar do país asiático, no entanto, havia se negado a permitir a entrada deles. A Embaixada dos EUA em Mianmar, um país empobrecido do sudeste asiático, autorizou até agora a liberação de US$ 250 mil em ajuda de emergência. Mas as autoridades norte-americanas deixaram claro que seu governo está disposto a ampliar essa contribuição.  Vaticano O papa Bento 16 pediu na terça-feira que a comunidade internacional forneça uma ajuda eficiente e generosa a Mianmar, país atingido recentemente por um violento ciclone. Em um telegrama enviado em seu nome para bispos católicos daquela nação asiática, o Vaticano manifestou a profunda tristeza do papa e sua sincera compaixão para com as vítimas. O texto acrescentou que o pontífice rezaria pelos atingidos e pelas famílias deles. Segundo o telegrama, o papa "acredita que a comunidade internacional responderá com generosidade e eficiência às necessidades" do país.  

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