Bush promete 'transição suave' nos Estados Unidos

Presidente diz que Barack Obama terá sua 'total colaboração'.

Da BBC Brasil, BBC

05 Novembro 2008 | 15h33

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que a passagem de poder para seu substituto, o presidente eleito Barack Obama, será tranqüila. "Eu prometo que esta será uma transição suave", disse Bush, em Washington, ao parabenizar o senador democrata por sua "impressionante vitória" na eleição de terça-feira, em que derrotou o candidato republicano, John McCain. Em seu discurso, Bush disse que os americanos devem se orgulhar de terem "feito história" na votação de terça-feira, referindo-se ao fato de Obama ser o primeiro negro eleito para a Presidência dos Estados Unidos. Bush disse que o presidente eleito poderá contar com sua "total cooperação" durante a transição. O presidente Bush afirmou também que a vitória de Obama é especialmente significativa para a geração de americanos que testemunhou a luta por direitos civis no país. Quarenta anos depois, disse Bush, o sonho dessa geração se tornou realidade. Obama assumirá a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro. Novo capítulo A vitória de Obama foi considerada por muitos líderes mundiais a chance de iniciar um novo capítulo nas relações com os Estados Unidos. O presidente chinês, Hu Jintao, disse esperar reforçar o diálogo entre os dois países. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy, que também preside a União Européia, disse que a eleição de Obama trouxe "enorme esperança". O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, disse que ele e Obama "compartilham muitos valores". No Quênia, país natal do pai de Obama, o presidente Mwai Kibaki declarou feriado nacional. Segundo o correspondente da BBC em Washington Justin Webb, os americanos fizeram duas declarações fundamentais sobre si mesmos com a eleição de Obama: de que estão profundamente insatisfeitos com o status quo e de que estão fechando a porta para o passado de tensões raciais do país. A eleição desta quarta-feira teve a participação de cerca de 64% dos eleitores, o maior comparecimento desde 1960. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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