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Butantã começa a construir novo prédio 9 meses após incêndio

Alckmin promete edifício pronto até dezembro; também ofereceu aporte de recursos para concluir fábrica de hemoderivados

, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

Na comemoração dos 110 anos do Instituto Butantã, o governador Geraldo Alckmin visitou as obras do novo Prédio de Coleções. Em maio, um incêndio de causas ainda desconhecidas destruiu cerca de dois terços da coleção de serpentes do Butantã, considerada uma das mais importantes do mundo.

Por enquanto, nenhuma parede do edifício de 1,6 mil metros quadrados foi levantada. Mas o governador afirmou que o prédio ficará pronto até dezembro e contará com um moderno sistema contra incêndios. Na visita, Alckmin assumiu por alguns segundos o volante de uma retroescavadeira que operava na área. "É melhor sair da frente", brincou um velho pesquisador do Butantã. A nova construção custará R$ 3 milhões.

O incêndio comprometeu boa parte da coleção de 77 mil serpentes e 450 mil aranhas e escorpiões. O Butantã aponta que não terminou a triagem do material poupado pelo fogo e, por isso, é impossível saber com certeza quantos espécimes sobraram. A reportagem tentou visitar os laboratórios onde eles estão guardados, mas a assessoria de comunicação afirmou que o acesso não estava autorizado.

Hemoderivados. Na cerimônia de aniversário, Alckmin deixou um "desafio" para o secretário de Estado da Saúde, Guido Cerri, para o diretor do instituto, Jorge Kalil, e para o presidente da Fundação Butantã, José da Silva Guedes: resolver em 30 dias o problema de financiamento da fábrica de hemoderivados que o instituto está construindo. Em 2007, o então governador José Serra afirmou que a planta começaria a funcionar em 2009. Segundo Alckmin, falta ainda um investimento de R$ 60 milhões em infraestrutura. Ele disse que o governo está disposto a contribuir com recursos do orçamento para fechar a conta.

De acordo com Kalil, com o aporte, a fábrica começaria a produzir hemoderivados em até um ano e meio.

Biblioteca. No ano passado, o Estado revelou a situação precária de outros edifícios do Butantã, como a biblioteca, com goteiras, infiltrações e cupins por todos os lados. Segundo Kalil, ainda não há um projeto de reforma. "Pretendo sensibilizar o secretário e o governador sobre a necessidade de recuperar esse edifício histórico. Também para evitar novos acidentes", afirma o diretor do instituto.

A bibliotecária que acolheu a reportagem e mostrou os problemas do local foi exonerada no dia 6 de julho. Otávio Mercadante, diretor do Butantã na época, afirma que a decisão não teve motivação política. "Reestruturamos nossa divisão de Desenvolvimento Cultural."

Na biblioteca, há uma placa informando que o recinto está fechado para reforma. / ALEXANDRE GONÇALVES e LAIS CATTASSINI, DO JORNAL DA TARDE

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