C40: Banco Mundial facilita crédito a projeto ambiental

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o prefeito de Nova York e presidente da Rede C40 de Grandes Cidades, Michael Bloomberg, assinaram hoje um protocolo de intenções destinado a facilitar o acesso das cidades a recursos do Banco Mundial para projetos ambientais. O protocolo foi assinado pela manhã em São Paulo. A capital paulista é sede da C40, reunião de prefeitos de mais de 40 cidades do mundo para discutir projetos ligados a mudanças climáticas e qualidade de vida. "Com esse protocolo, esperamos abrir uma nova janela de oportunidades para as cidades", disse Zoellick.

CIRCE BONATELLI, Agência Estado

01 Junho 2011 | 11h45

Segundo ele, o protocolo vai simplificar o acesso das prefeituras ligadas à C40 a programas de financiamento e apoio técnico para ações de combate e adaptação às mudanças climáticas. Isso inclui recursos para implementação de projetos de infraestrutura e apoio técnico para medição das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O valor dos recursos não foi detalhado, mas Zoellick lembrou que o Banco Mundial já destina cerca US$ 5,5 bilhões para o desenvolvimento urbano das cidades, incluindo os membros da Rede C40. Ele também incentivou a participação da iniciativa privada no financiamento de projetos, como os de eficiência energética, que podem gerar créditos de carbono.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, defendeu a necessidade de as cidades medirem a quantidade e a origem de emissões de gases causadores do efeito estufa porque, segundo ele, isso vai facilitar o acesso a investimentos. "Há investidores interessados em projetos verdes, mas é necessário resolver essas questões técnicas, de padronização das emissões", afirmou. Zoellick acrescentou que o Banco Mundial tomará como base os padrões estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para os relatórios sobre as emissões.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, comemorou a assinatura do protocolo. "A participação do Banco Mundial vai dar um caráter mais amplo às nossas ações, dar velocidades aos estudos climáticos e à implementação das medidas que estamos discutindo aqui (durante a C40). É uma ajuda muito bem-vinda."

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