Cabral descarta ajuda do Exército nos protestos do Rio

Em sua primeira entrevista coletiva desde a manifestação próxima a sua residência que terminou em quebra-quebra nas ruas dos bairros do Leblon e de Ipanema, na noite de quarta-feira, 17, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse no início da tarde desta sexta-feira, 19, que a presidente Dilma Rousseff ofereceu a ajuda do Exército ao Estado.

MARCELO GOMES, Agência Estado

19 de julho de 2013 | 16h13

"A presidenta Dilma me ligou ontem (quinta-feira, 18), por volta das 19h30, manifestando sua solidariedade, seu apoio, seu estarrecimento. Ela passou o dia em compromissos no Ceará, com o governador Cid Gomes. E, como sempre, se colocando à disposição. Eu disse a ela que não é necessário (a ajuda do Exército). Que as forças de segurança (estaduais) estão presentes. Mas claro, como vocês sabem, o Exército estará presente no evento com a presença do papa", afirmou Cabral, demonstrando abatimento.

O governador elogiou o trabalho que a Polícia Civil carioca tem feito para identificar quem pode estar por trás de atos de vandalismo e quebra-quebra nos protestos. O governador disse crer que há organizações internacionais estimulando os atos. E destacou: "As manifestações são um aprendizado para o governo."

Papa

Cabral confirmou que a recepção de boas-vindas ao papa Francisco será realizada na segunda-feira, 22, no Palácio Guanabara, sede oficial do governo do Estado que tem sido palco de sucessivos protestos. Apesar de alguns protestos terem terminado em vandalismo, ele disse que o clima será de "amor, respeito e fraternidade". Cabral afirmou que vândalos serão impedidos de protestar no local. Segundo o governador, além de Dilma, já confirmaram presença no evento o vice-presidente, Michel Temer, e oito governadores.

"Tenho certeza que o clima será o que o papa tem inspirado no mundo inteiro: amor, respeito, fraternidade. Mesmo aqueles que são de outras religiões, ateus, agnósticos, receberão o papa de braços abertos. Esses grupos de vândalos que tentarem prejudicar não só na segunda-feira, mas todos os eventos do papa, não terão condições de fazê-lo, não só em função do aparato de segurança, mas também do calor humano da população".

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