Cachorro de enfermeira de Dallas com Ebola será mantido em segurança, dizem autoridades

O cachorro da enfermeira de Dallas que contraiu Ebola quando estava tratando um paciente contaminado pelo vírus ainda está no apartamento dela e vai ser mantido em segurança enquanto a dona está em área isolada de um hospital, confirmaram autoridades de saúde nesta segunda-feira.

LISA MARIA GARZA, REUTERS

13 de outubro de 2014 | 15h51

O cão King Charles Spaniel, de um ano de idade, vai ser levado para uma área em que sua saúde possa ser verificada, acrescentaram as autoridades.

"Estamos trabalhando duro para encontrar um lugar para cuidar do cão, um local em que seja possível ter um monitoramento apropriado do animal", disse o comissário de Saúde do Texas, David Lakey, em entrevista coletiva nesta segunda-feira no Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

O cachorro recebeu comida e água no domingo de uma equipe especializada em materiais perigosos que fez a descontaminação do apartamento da enfermeira, que foi descrita pela imprensa local como tendo cerca de vinte anos.

A equipe também deixou a luz acesa no apartamento para o animal.

O cachorro de uma profissional da saúde da Espanha que contraiu Ebola enquanto tratava um paciente infectado pelo vírus foi sacrificado por temores de que o animal pudesse transmitir a doença.

O fato gerou protestos de defensores dos direitos dos animais e condenação generalizada devido à decisão de matar o animal. As autoridades de saúde locais afirmaram que o cachorro representava um risco e que há evidências de que cães podem transportar o vírus.

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