Cadastro emperra cirurgias pediátricas em Rio Preto-SP

Um projeto para reduzir a fila de cirurgias cardíacas em crianças e jovens pelo Sistema Único de Saúde (SUS) caminha a passos lentos no Estado de São Paulo. Criado em abril, o projeto da Secretaria de Estado da Saúde poderia ter operado pelo menos 130 crianças. Porém, dos 300 pacientes de até 17 anos que aguardam as cirurgias pelo SUS no Estado, em lista de espera, apenas 1 foi operado.O projeto prevê o envio de crianças cardíacas de outras cidades do Estado para o Hospital de Base (HB) de São José do Rio Preto (440 km de São Paulo). Além de ser o único do interior com serviço exclusivo para esse tipo de cirurgia, o HB dispõe de vagas ociosas - tem capacidade para 40 cirurgias por mês, mas realiza apenas 20.O projeto foi criado depois que a Secretaria da Saúde montou uma rede de cardiologia e pediu aos hospitais a lista de pacientes em tratamento. A lista da fila de espera no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, tinha 584 nomes; no Hospital das Clínicas de Campinas, 83; e no de Ribeirão Preto, 78.As listas foram repassadas ao HB para que pudesse convocar os pacientes, mas o hospital de Rio Preto alega que os dados chegaram incorretos ou incompletos, o que impossibilitou fazer a triagem.Segundo o cirurgião Ulysses Alexandre Croti, diretor do serviço de cardiologia pediátrica do HB, o convênio parou por causa da resistência dos pacientes em ser enviados para Rio Preto e dos médicos em perder seus pacientes e as verbas do SUS. ?O problema é que enquanto o tempo passa, a gravidade da doença aumenta?, diz.A Secretaria da Saúde informou que, se o HB fizer alguma reclamação formal, vai determinar a apuração. E que a informação recebida é que a lentidão é provocada porque a maioria dos pacientes não aceita transferir o tratamento para outro hospital - no caso, o HB. O governo não pode fazer a transferência compulsoriamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

08 de outubro de 2007 | 09h48

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